2 moçambicanos espancados até a morte no Malawi por acusação de serem transmissores do COVID-19

2 moçambicanos espancados até a morte no Malawi por acusação de serem transmissores do COVID-19

Dois moçambicanos foram espancados até a morte, no domingo (05/04) no distrito de Karonga, no Malawi, acusados de serem os transmissores do novo coronavírus.
O triste cenário deu-se por volta das primeiras horas deste domingo, quando
as duas vítimas mortais, em companhia de mais uma, que escapou da morte, regressavam de Dar-es-Salam, onde iam buscar as suas viaturas chegadas do Japão.
A meio da noite, os três depararam-se com um road block criado por um grupo de malfeitores, que saquearam algum valor monetário e de seguida deixados prosseguir a viagem.
Quilómetros depois, encontraram mais um road block onde foram obrigados a deixarem todos os pertences que tinham.
De seguida foram mandados de volta de onde provinham, tendo chegado ao primeiro road block.
Chegados aqui, os malfeitores levaram os 3 moçambicanos até a casa do líder comunitário local, onde foram espancados até à morte dois moçambicanos. Um conseguiu escapulir-se.
Além do coronavírus, os três moçambicanos foram alegadamente acusados de serem homens chupa-sangue.
Os restos mortais dos dois moçambicanos chegaram à cidade de Lilongwe, na noite deste domingo e aguarda-se pela criação de condições de transladação dos mesmos para a cidade de Tete, donde são oriundos.
A onda de boato sobre a existência de homens chupa-sangue abalou o Malawi e uma série de assassinatos foi relatada nos distritos de Chitipa, Mzimba, Kasungu, Dowa, Mchinji e Karonga.
Até ao momento 37 pessoas foram presas pela polícia e segundo investigações feitas pela corporação, não há nenhuma evidência tangível que haja chupa-sangues, no país. (RM)

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