Governo moçambicano procura apoio financeiros junto do FMI e Banco Mundial

Governo moçambicano procura apoio financeiros junto do FMI e Banco Mundial

O primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, disse nesta quinta-feira (02) que o executivo está em contacto com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) para a mobilização de recursos necessários à luta contra a covid-19.
“Estamos a interagir com os nossos parceiros de cooperação, com destaque para o Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial na mobilização de recursos”, afirmou Carlos Agostinho do Rosário, falando durante a apresentação do Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2020-2024 aos deputados da Assembleia da República.
Rosário não entrou em detalhes sobre os valores que o executivo moçambicano pretende obter junto de instituições financeiras internacionais, mas adiantou que o apoio será usado para o reforço da ajuda às populações mais pobres e mitigação do impacto no tecido empresarial nacional.
No dia 23 de março, o executivo moçambicano disse que precisa de 700 milhões de dólares (641 milhões de euros) para fazer face à pandemia da covid-19.
O primeiro-ministro moçambicano destacou a necessidade do apoio a micro, pequenas e médias empresas que operam na provisão de medicamentos, bens e serviços essenciais face à emergência provocada pela covid-19.
Carlos Agostinho do Rosário reiterou as medidas anunciadas no dia 22 do mês passado pelo Banco de Moçambique para apoiar empresas e famílias.
O banco central anunciou a “introdução de linhas de crédito em moeda estrangeira para os bancos e relaxamento das condições de reestruturação dos créditos dos clientes bancários para a mitigação dos efeitos” da covid-19, anunciou em comunicado.
As medidas consistem em “introduzir uma linha de financiamento em moeda estrangeira para as instituições participantes no Mercado Cambial Interbancário, no montante global de 500 milhões de dólares [467 milhões de euros], por um período de nove meses”.
Uma semana antes, a instituição tinha anunciado a redução das reservas obrigatórias exigidas ao sistema bancário em moeda nacional (metical) e estrangeira.
O programa que a Assembleia da República de Moçambique começou hoje a debater prevê que a economia do país chegue a 2024 com uma taxa de crescimento médio de 5,5%, mas a estimativa foi feita antes do impacto da covid-19.
O ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, já reviu em baixa a previsão de crescimento económico para este ano, o que poderá influenciar as contas do programa quinquenal.
Em vez do crescimento de 4,8% previsto para 2020, as previsões oficiais apontam agora para 2,2% num cenário pessimista e 3,8% num cenário otimista.
Moçambique regista 10 casos oficiais de infeção pelo novo coronavírus e vive em estado de emergência até final do mês, proibindo todo o tipo de eventos, públicos ou privados e até religiosos.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 905 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 46 mil.
Dos casos de infeção, pelo menos 176.500 são considerados curados.
O número de mortes em África subiu para pelo menos 209 num universo de mais de 5.940 casos confirmados em 49 países, de acordo com as estatísticas sobre a doença no continente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *