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Ataque na EN1 marca assinatura de acordo de Paz

Ataque na EN1 marca assinatura de acordo de Paz

 Confirmado um ataque por guerrilheiros armados contra uma viatura de transporte de passageiros (fabrico chinês, marca Zhongtong) , na EN1, ao final da tarde de 31de Julho, véspera da assinatura do Acordo de Paz entre o Governo e Renamo.

O ataque na zona de Pungue, entre Muxungue e o rio Save, terá provocado dois feridos, condutor e ajudante. A autoria do ataque é atribuída por fontes locais a guerrilheiros da Renamo.

O autocarro era proveniente de Nampula e pertence à empresa de transporte de passageiros Nagi Investiment OS, ligada a dirigentes da Frelimo. A Nagi, que faz a ligação entre Maputo e Quelimane, foi no passado frequentemente atacada por guerrilheiros da Renamo, que a consideravam alvo “legítimo”, por alegadamente transportar material e pessoal militar ao serviço do Governo e da Frelimo.

Informação não confirmada refere que o veículo atacado estaria fretado para o transporte de simpatizantes da Frelimo para o local, na Gorongosa, onde se reuniram hoje o PR Filipe Nyusi e o líder da Renamo Ossufo Momade, assim como várias dezenas de convidados para a assinatura formal do actual Acordo de Paz.

Os principais suspeitos do ataque são guerrilheiros da Renamo destacados na base de Mangomonhe, distrito de Chibabava, província de Sofala. A região do ataque é historicamente uma das mais activas da guerrilha da Renamo. Ao abrigo do cessar-fogo acordado com o Governo, os guerrilheiros têm-se mantido acantonados nos últimos três anos.

Na linha de ameaças da autoproclamada “Junta Militar ”, liderada por Mariano Nhongo (MN), antigo estratega militar de Afonso Dhlakama, de rejeitar qualquer Acordo assinado entre OM e o Governo, o ataque é indicativo de dissidências internas na Renamo em relação aos termos do Acordo de Paz, em especial no ponto mais sensível, o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), que afecta directamente os guerrilheiros da Renamo. Apesar da ocorrência não reflectir a posição da liderança da Renamo ou a posição oficial do partido, ensombra a aplicação do Acordo. (AM/Zambeze.info)

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