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Sibindy diz ter dinheiro para suportar governo de coligação

Sibindy diz ter dinheiro para suportar governo de coligação

O Presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO), Yaqub Sibindy, propõe um pacto entre Daviz Simango, Ossufo Momade, Alice Mabota e Helder Mendonça para tirar a Frelimo do poder. Sibindy garante que tem disponível apoio financeiro para suportar a campanha especializada da coligação da oposição.

 Segundo Sibindy, a formação só com um pacto entre os candidatos da oposição é que se pode evitar que o partido Frelimo volte ao poder e perpetue as suas políticas de governação danosa como, por exemplo, obrigar o povo moçambicano a pagar as dívidas secretas.

Para Yaqub Sibindy, os candidatos Daviz Simango, Alice Mabota, Hélder Mendonça e Ossufo Momade deviam se encontrar para examinar a agenda da actualidade do país, porque na óptica do PIMO “unidos em torno de um único candidato da oposição, teríamos capacidade de realização da agenda sobre mudança governamental ao exemplo das últimas intercalares em Nampula em que concorreram dois candidatos e a oposição saiu vitoriosa”.

Sibindy garante que a não materialização deste “pacto da oposição” implicará a oposição fora da ponta vermelha que, segundo ele, continuará nas mãos da Frelimo.

Por outro lado, a materialização do “pacto da oposição”, para Sibindy, teria benefícios para todos partidos da oposição, porque caso vençam as eleições, o candidato da oposição suportado por este pacto, enquanto fica como Presidente da República, os outros candidatos poderiam ser nomeados para alguns cargos do governo e assim formar o tão defendido Governo de Unidade e de “confiança” Nacional, segundo Sibindy, “higienicamente limpo da corrupção”.

Aliás, o polémico Presidente do PIMO revelou que, após a morte do líder da Renamo, Afonso Dlhakama, o PIMO fez diligências para a oposição concorrer as eleições autárquicas com um único candidato, contudo, lamenta que a nova liderança da Renamo depois de se constituir em Janeiro “aparece com um comportamento de falta de vontade política para se unir”.

Para o PIMO, este comportamento da nova liderança da Renamo só encoraja o surgimento de novas fraudes no processo eleitoral e, de acordo com o próprio Sibindy, cheira mesmo a um negócio dos resultados entre Ossufo Momade e Nyusi, porque o último está entre a espada e a parede: ou é reeleito ou tem que se juntar aos implicados nas dívidas ocultas”, acusa Sibindy.

Sibindy disse ao nosso semanário que inclusive tem já apoio financeiro disponível para suportar o referido pacto e que pode suportar uma campanha eleitoral especializada para conduzir o candidato da oposição ao poder, bem como, para a governação do próximo quinquénio. (DÁVIO DAVID)

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