Filipe Nyusi toma posse para seu segundo mandato como presidente de Moçambique

Filipe Nyusi toma posse para seu segundo mandato como presidente de Moçambique

Numa cerimónia que decorreu esta quarta-feira dia 15 de Janeiro de 2020 e que a princípio tinha como principal objectivo uma normal investidura do presidente eleito por sinal para cumprir o seu segundo mandato, não passou despercebido a exibição de carros de luxo “à americana”, a ausência de chefes de estados da União Europeia excepto o Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa, aliás, este até fê-lo quase que por obrigação por se tratar da sua segunda pátria como tem dito.
Sem fugir a regra, a investidura teve lugar na Praça da Independência em Maputo, numa cerimónia solene que contou com a presença de várias personalidades nacionais e estrangeiras, com destaque para além do presidente de Portugal, também estiveram presente os Presidentes de Angola, Zâmbia e Zimbabwe.
Sem surpresas, Nyusi apontou como uma das suas prioridades a paz definitiva em Moçambique.
No seu discurso, Filipe Nyusi apresentou, sector a sector, as principais linhas que vão orientar a sua governação, mas deu destaque à paz que, tal como no mandato anterior, disse que será o seu principal foco.
“No mandato que agora iniciamos, continuaremos a consolidar a paz como condição indispensável para o desenvolvimento. Continuaremos, nem que isso nos custe a vida para defender e promover a paz”, disse.
Entre várias promessas deixadas por Filipe Nyusi, ficou a garantia de que este mandato será decisivo para a história do país, sendo de destacar a promessas de “dar passos decisivos rumo à fome zero”.
No seu primeiro mandato, Presidente Nyusi viu emergir o caso das “dívidas ocultas”, levando parceiros a suspender a ajuda ao orçamento do país, garantiu que “não haverá tréguas na luta contra a corrupção” e não haverá “pequenos nem grandes corruptores”.
Na saúde, a promessa foi para a melhoria das condições de trabalho e salários dos funcionários, bem como fazer vincar o projecto “Um distrito, um hospital”.
Na Justiça, prometeu expandir a construção de infra-estrutura e reforço das liberdades de expressão e imprensa, para a garantia da pluralidade de ideias.
“Há cincos anos, numa cerimónia como esta, anunciei que seria o Presidente de todos os moçambicanos”, lembrou Nysu para reforçar que nenhum moçambicano pode impingir aos outros o que é meramente sua convicção pessoal.
Sobre a composição do Parlamento, o Presidente da República voltou a referir, como na investidura dos deputados, que o facto de a Frelimo ter maioria qualificada “não pode reduzir a importância do debate de ideias, pois a Assembleia da República representa todos os moçambicanos”.

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