Governo de Moçambique aguarda estudo para solucionar problemas da companhia aérea LAM

Governo de Moçambique aguarda estudo para solucionar problemas da companhia aérea LAM

O grande problema das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) é financeiro, disse recentemente a presidente do Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe), em declarações ao matutino Notícias, de Maputo.
Ana Coanai recordou ter o governo contratado uma empresa de consultoria para elaborar uma proposta de reestruturação financeira da transportadora aérea de bandeira, “estando nós a aguardar que nos sejam apresentadas algumas ideias sobre como resolver o problema.”
A presidente do Igepe adiantou que, sem haver uma reestruturação financeira, a LAM terá grande dificuldade em cumprir o seu objecto social.
Criada em 1975, após a extinção da DETA (Departamento de Exploração de Transportes Aéreos), a LAM assumiu-se durante muitos anos como uma empresa estatal, sob tutela do Ministério dos Transportes e Comunicações.
Em Dezembro de 1998 foi transformada em Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, adoptando a denominação de LAM, S.A.R.L, tendo desde então o Estado moçambicano passado a deter 80% das acções representativas do capital social, estando os restantes 20% nas mãos dos gestores, técnicos e trabalhadores da companhia.
A LAM anunciou em Outubro de 2019 o regresso à Europa em Março de 2020, com a realização de três voos semanais entre Maputo e Lisboa, capitais de Moçambique e de Portugal.
Este anúncio da LAM surgiu depois de ultrapassados os problemas que estiveram na origem da proibição da companhia aérea de voar no espaço aéreo da União Europeia, desde 2011, devido a “deficiências de segurança.”

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