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Mazanga marca posição em relação aos dados da CNE

Mazanga marca posição em relação aos dados da CNE

“Nós temos uma comunicação institucional e sempre que temos uma preocupação dirigimo-nos ao INE, e o INE fornece-nos aquilo que nos preocupa naquele momento. Temos reuniões de trabalho, portanto, o diálogo com o INE flui normalmente.”

 

Em causa estão os resultados do recenseamento eleitoral da província de Gaza, revelando que 80% da população da Gaza possui mais de 18 anos, o que, para especialistas, partidos da oposição e sociedade civil, é um grave erro, na medida em que em média a população moçambicana é maioritariamente composta por crianças e adolescentes, principalmente naquela província. Segundo os dados do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), os órgãos eleitorais moçambicanos recensearam cerca de 230 mil eleitores a mais do que o número da população em idade eleitoral, anunciada pelo INE na província de Gaza.

 

Para o INE, o STAE usa uma metodologia diferente, o que pode explicar a disparidade nos dados entre as duas instituições.

Fernando Mazanga, vogal da Comissão Nacional de Eleições indicado pelo maior partido da oposição, a RENAMO, disse que ele e mais alguns vogais se distanciam dos dados da CNE.

“Há casos de bilhetes de identidade que  temos com fotografias que indicam que foram recenseados menores. E como vamos aparecer a dizer que foi a CNE, não é a CNE. Um porta-voz, quando está a tratar de uma comissão nacional mista, tem que dizer que há divergências dentro do órgão. Há uns que defendem uma posição e outros que defendem outra parte.”

A RENAMO pediu uma auditoria externa independente ao recenseamento eleitoral, por considerar que houve irregularidades. As eleições gerais em Moçambique estão marcadas para 15 de outubro. (DW/redação)

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