Eleitores anunciados pelo STAE em Gaza só serão atingidos em 2040

O Instituto Nacional de Estatísticas voltou ontem,quarta-feira dia 17 de Julho, a marcar a sua posição sobre os polémicos resultados do recenseamento eleitoral na província de Gaza.
Em conferência de imprensa convocada para apresentação do balanço de actividades sectoriais e as perspectivas do ano, foram os polémicos resultados do recenseamento eleitoral em Gaza que acabaram dominando as atenções e interesse dos jornalistas.
Questionado sobre as divergências entre os dados do Recenseamento Geral da População e Habitação e o registo eleitoral, no que diz respeito a população com 18 anos ou mais, o INE é peremptório. “Se olhares para as nossas projecções demográficas que foram feitas de 2007 até 2040, só em termos de projecções está mais patente que o número de pessoas que se conseguiu em termos de 18 anos para cima, nós estamos a projectar que aquele número seja só em 2040” explicou Arão Balate, Director Nacional de Censo e Estatísticas do INE.
“Em 2040 é que Gaza vai atingir 2.2 milhões de habitantes e um número de pessoas maiores de 18 anos 1.2 milhões de pessoas” frisou. Questionado sobre a origem da diferença encontrada pelo STAE, Balate remeteu qualquer explica explicação aos órgãos eleitorais, mas, deixou uma certeza: “O que aconteceu em Gaza, nós como INE não temos como explicar.
Em termos científicos ultrapassa todas as teorias demográficas, entretanto, talvez as respostas estejam nas leis eleitorais” disse Balate. A autoridade nacional das estatísticas diz que não quer entrar em polémicas, mas marca a sua posição, destacando ser detentora da “parte da ciência demográfica” e com uma marca e obra feita que fala por si. Refira-se que sobre este imbróglio dos números de Gaza o partido Renamo teria tentado submeter uma reclamação ao Conselho Constitucional e foi prontamente chumbada.
Entre muitas vozes que se pronunciam sobre a disparidade do recenseamento da província de Gaza, o jurista e jornalista Ericino de Salema considera haver espaço para o conselho constitucional rever o acórdão, com base nos dados do Instituto Nacional de Estáticas. Salema falava quarta-feira, durante o programa Linha Aberta, da televisão privada STV.

