Alterações climáticas mataram mais de 1.200 pessoas em África

Alterações climáticas mataram mais de 1.200 pessoas em África

Mais de 1.200 pessoas terão morrido este ano na África Austral e Oriental em desastres naturais associados às alterações climáticas, afirmou ontem segunda-feira a organização Save The Children.
Estes números foram impulsionados pelos ciclones, inundações e deslizamentos de terra que abalaram países como Moçambique, Zimbabwe, Malawi, Quénia, Sudão ou Somália, explicou a organização.
Segundo a Save The Children, as consequências das alterações climáticas terão levado a que, este ano, 33 milhões pessoas (16 milhões são crianças) na região sofressem de insegurança alimentar.
As consequências das alterações climáticas terão ainda, de acordo com a organização, levado a que um milhão de pessoas abandonassem as suas residências, criando “riscos adicionais para que as crianças sejam exploradas, separadas das suas famílias, ou que abandonem a escola”.
“Os resultados desta análise são sombrios e mostram que a crise climática estão a consolidar, ainda mais, a desigualdade, a pobreza e o deslocamento da África Oriental e Austral”, afirmou o director da Save The Children para a região, Ian Vale.
“Enquanto líderes mundiais se reúnem para a COP25, pedimos que tomem decisões firmes para reduzir o impacto das mudanças climáticas e para garantir que as vidas e o futuro das nossas crianças são protegidos”, acrescentou Vale.
A cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP25) começou hoje em Madrid, Espanha, com a presença de 50 líderes mundiais.
Em Março deste ano, o ciclone Idai atingiu Moçambique, Comores, Madagáscar, Seychelles e Tanzânia, provocando mais de 1.300 mortos e afetando cerca de 1,5 milhões de pessoas.
A intempérie provocou cheias intensas que arrastaram aldeias, pontes, estradas e outras infraestruturas, criando lagos gigantescos que levaram semanas a desaparecer.
Pouco tempo depois, em Abril, a região voltou a ser atingida por um ciclone, o Kenneth, que matou mais de 50 pessoas

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