Grupos Gigajoule Power e Total investem em Moçambique na importação de gás natural

Grupos Gigajoule Power e Total investem em Moçambique na importação de gás natural

Ogrupo sul-africano Gigajoule Power e o francês Total assinaram quarta-feira em Maputo um acordo de desenvolvimento conjunto para a importação de gás natural liquefeito através do porto de Maputo a partir do final de 2022, informou a imprensa internacional.
O presidente do grupo sul-africano, Johan de Vos, disse à Engineering News Online que o acordo assinado com o grupo francês terá como resultado um investimento de 350 milhões de dólares na Matola, arredores de Maputo, a fim de permitir a importação de dois milhões de toneladas de gás natural liquefeito ou 100 milhões de gigajoules, com possibilidade de expansão futura.
A publicação escreveu que este projecto coincide com o declínio antecipado dos campos de Pande e de Temane, na província de Inhambane, explorados pelo grupo sul-africano Sasol, gás que abastece duas centrais térmicas em Moçambique, bem como uma fábrica de combustível sintético e refinarias de produtos químicos na África do Sul, para onde é enviado através do gasoduto da Rompco (Republic of Mozambique Pipeline Company) com 865 quilómetros de extensão.
O investimento a efectuar inclui uma unidade flutuante de armazenamento e de transformação do gás natural da forma líquida para a gasosa, ancorada de forma permanente ao cais, bem como um gasoduto de 15 quilómetros que será ligada, através da rede da Matola Gas Company à rede de gás da África do Sul.
A Matola Gas Company opera uma rede de gás com 100 quilómetros de extensão em Maputo e é o segundo maior distribuidor de gás na África Austral, abastecendo mais de 30 empresas industriais que foram convertidas para operar a gás, bem como duas centrais térmicas e postos de abastecimento para veículos.

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