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Querem nos calar. Mas não vão a tempo!

Querem nos calar. Mas não vão a tempo!

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) condena com veemência a agressão do seu delegado, André Txetema, vice-presidente da Assembleia Autárquica de Alto Molócué, província da Zambézia, considerando que o acto põe em causa o funcionamento normal do Estado, através dos órgãos autárquicos. Falando ao Zambeze, Sande Carmona, porta-voz do MDM, diz que sempre houve tendência de controlar o direito a manifestação do MDM em relação a tendência do voto ao nível das autarquias do país, uma vez o voto deste fazer diferença nos vários processos decisivos.

O crime contra o membro do MDM acontece dias antes da realização da segunda sessão da Assembleia Autárquica, que pode chumbar pela segunda vez consecutiva o Plano de Actividades e respectivo Orçamento anual, que ao acontecer vai culminar com a dissolução da Assembleia e convocação da eleição intercalar. Desconhecem-se ainda os autores de tentativa de assassinato do delegado do MDM, André Txetema, semana passada. Os malfeitores introduziram-se na residência de André Txetema, agrediram violentamente a vítima com recurso a instrumentos contundentes, para além da intenção de electrocutá-lo

Falando ao Zambeze, Sande Carmona, porta-voz do MDM, sempre houve tendência de controlar o direito a manifestação do MDM em relação a tendência do voto ao nível das autarquias do país, uma vez a o voto deste faz diferença em tantos vários processos decisivos.

As acções de ameaças e tentativas de intimidação, recorrentes sobretudo em períodos pré-eleitorais, para o MDM põem em causa o funcionamento normal do Estado através das autarquias. O MDM não tem dúvida e diz tratar-se de perseguição política, pelo facto de se estar numa situação em que estava em jogo a vida da própria edilidade em relação ao seu exercício.

Questionado se havia pretensão de chumbar os instrumentos sob pretexto de dissolver a Assembleia Autárquica, Carmona declinou intenção de chumbar algum instrumento de trabalho neste sentido pois, segundo fundamenta Carmona, o MDM tem sempre pautado por um voto consciente, e a depender da relevância do instrumento, bem como dos argumentos haveria de ditar o voto.

“Acredito que eles já sabiam o que tinham feito para apresentar  à Assembleia Municipal, sabiam que não era boa coisa e queriam adiantar eliminar o possível obstáculo. Portanto, a sessão não havia começado, ainda não havia argumentos do projecto a ser discutido, portanto, só haveria de ter uma decisão depois da discussão e, depois verificar-se os argumentos que o executivo haveria de apresentar e, a partir dai o MDM haveria de formular o seu sentido de voto”.

Para o MDM este acto macabro mancha a construção da democracia no país, o que para além de violar o direito a liberdade de expressão do cidadão que se opõem ao partido no poder, constitui violação ao direito do exercício normal de fazer política sem que seja alvo de perseguição.

“Até um simples delegado do MDM no interior é perseguido, onde até não tem nenhum poder de decisão sobre a mesma área, localidade ou bairro, porque, infelizmente ainda se compreende que a democracia só se faz quando existe discussão, argumentos, posições, que as vezes são diferentes mas precisa argumentar para convencer” (LUÍS CUMBE)

 

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