Nova Democracia exige esclarecimento sobre assassinato de agentes Guarda-Fronteira

Nova Democracia exige esclarecimento sobre assassinato de agentes Guarda-Fronteira

O Movimento Nova Democracia (ND) está preocupado com o silêncio das autoridades moçambicanas, nomeadamente, Polícia da República de Moçambique (PRM) e o Ministério dos Negócios Estrangeiros, no esclarecendo dos contornos que levaram à morte de dois agentes Guarda-Fronteira moçambicanos, no chamado “Marco 13” da fronteira Moçambicana de Ponta Douro, província de Maputo, no exercício das suas funções de patrulha.

Num comunicado de imprensa enviado à nossa redacção, a ND diz estar aterrorizado pelo facto de o Governo de Moçambique se tenha antecipado ao público a defender que a vida dos nossos irmãos não pode criar mal-estar nas relações bilaterais entre Moçambique e África do Sul.

“Nós, cidadãos moçambicanos titulares de direito, queremos saber quantos Guardas-Fronteira valem um Chang? Questionamo-nos nós, depois de Mido Macie e das vítimas de xenofobia no território sul-africano, por um lado e, dos 2 guardas fronteira em nosso território, por outro, quantos mais jovens precisam morrer para que Moçambique deixe de ser a orquestra mais desafinada no concerto das nações, resultando num estado consequente que proteja e defenda os seus cidadãos?”, lê-se no comunicado da Nova Democracia.

Numa outra abordagem a ND diz que “alertamos que os moçambicanos saberão responder em Outubro aos acordos ocultos que favorecem a impunidade dos ladrões da pátria em troca da vida dos eternos excluídos e sacrificados”.

África do Sul pede mais tempo

Entretanto, a África do Sul pediu mais tempo para apurar as causas da morte, a tiro, de dois agentes moçambicanos da Guarda-Fronteira por militares sul-africanos. Segundo as Forças Armadas da África do Sul, citada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), o pedido de alargamento do prazo para investigar o incidente fronteiriço é justificado “pela complexidade do crime”.

Era esperada a divulgação dos dados preliminares até segunda-feira (01.07.), por parte das autoridades sul-africanas, em cumprimento do pedido feito na última semana por Bernardino Rafael, comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), no encontro em Maputo com a delegação de alto nível da África do Sul que investiga o caso.

Em entrevista à DW África, Mafi Mgobozi, porta-voz das Forças Armadas da África do Sul, evitou apresentar dados novos acerca do incidente entre militares e polícias dos dois países.(Redacção)

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