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“Junta Militar” confirmou confronto com forcas de segurança e diz não ter registado baixas

“Junta Militar” confirmou confronto com forcas de segurança e diz não ter registado baixas

Mariano Nhongo, tenente-general da RENAMO, confirmou ter havido confronto armado na sexta-feira (06.09), envolvendo guerrilheiros da autoproclamada Junta Militar e forças de segurança, não provocou baixas entre membros do grupo.
O confronto armado que nestna passada sexta-feira (06.09) envolveu guerrilheiros da autoproclamada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e forças de segurança, segundo anunciado pelo seu líder, Mariano Nhongo, não provocou baixas entre os membros do grupo. Em contacto com Deutsche Welle (DW), Mariano Nhongo descreveu um ataque que tinha como alvo uma base em Chipindaumwe, distrito de Gôndola, no centro de Moçambique, e atribuiu a sua responsabilidade a forças de defesa e segurança moçambicanas. “Os meus homens [guerrilheiros] estão bem”, garantiu Nhongo, que continua a não reconhecer a liderança do partido, nem os acordos de paz. A autodenominada Junta Militar, desde que se rebelou, em junho, ameaça usar as armas para se fazer ouvir. “Os meus homens foram atacados na base e responderam”, disse Mariano Nhongo, adiantando que o confronto durou até ao princípio da tarde de sexta-feira, numa mata distante da povoação. A base fica perto do local onde, na quinta-feira, um autocarro de passageiros foi alvo de tiros por desconhecidos, provocando três feridos, junto ao rio Pungue, entre os distritos de Nhamatanda e Gorongosa A agência de notícias Lusa tentou obter esclarecimentos junto do porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Manica, mas não recebeu qualquer informação. O confronto foi confirmado por outras fontes, nomeadamente um residente no distrito de Gôndola.

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