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Renamo está contra seus aliados

Renamo está contra seus aliados

O presidente do Partido Independente de Moçambique – PIMO, Yá-qub Sibindy, não engrenou na campanha eleitoral em curso, rumo as eleições presidenciais de 15 de Outubro, sob pretexto da nega da Renamo à aliança ao PIMO, que propunha a candidatura em torno de um candidato às eleições presidências e evitar dispersão do voto. Para Sibindy, este facto pode revelar que o actual presidente da Renamo não esteja para servir a democracia desejada pelos moçambicanos.

Segundo Yá-qub Sibindy, que nos últimos tempos tem defendido aliança partidária, com vista a derrubar a Frelimo do poder, a estratégia constituía base para mudança forçada do governo no poder desde a independência do país.

É que, entende Sibindy, a Renamo nunca ganhou por conta do voto espalhado. O PIMO, disse, ao concorrer como independente também contribuía para este fenómeno. Por isso, foi assumido um acordo, em 2017, com o então líder da Renamo, Afonso Dhlakama. Mas hoje, espanta-se, a mesma Renamo recusa no verdadeiro momento da implementação do plano.

Para Sibindy, a atitude da Renamo revela que esta foi comprada para actuar de forma cega, e, se o PIMO procurasse um outro aliado, estaria ainda a trair a sua estratégia de candidato único. Argumenta Sibindy que este modelo revela um acto democrático, e que a democracia deve impor a mudança do partido que mesmo governando há mais de quarenta anos não consegue trazer desenvolvimento aos moçambicanos.

Entende o presidente do PIMO que estas eleições de 2019 não são para ganhar o melhor, mas para trazer mudança de regime. “É preciso que a Renamo pare de acusar a Frelimo de roubar o voto e partir para aquilo que vai trazer resultados ambicionados”, fundamenta Sibindy.

A fonte declarou que a sugestão tinha tudo para dar certo, tendo sido provado nas intercalares de Nampula que os partidos da oposição se uniram contra a Frelimo. Para Sibindy, esta atitude do actual líder da Renamo pode significar que Ossufo Momade esteja para destruir o partido.

“Antes de Afonso Dhlakama ir ao mato já estávamos a negociar, em 2014, e em 2016 começamos a preparar, o MDM até estava de acordo. Estamos cansados da música de roubo, agora queremos tréguas eleitorais entre os partidos políticos”. (LUÍS CUMBE)

 

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