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Candidato presidencial do MDM critica elites do poder

Candidato presidencial do MDM critica elites do poder

O candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique (MDM iniciou a campanha para as eleições gerais de 15 de Outubro com ataques às elites do poder, responsabilizando-as pelo escândalo das dívidas ocultas.
“Vejam as dívidas ocultas que prejudicam sobremaneira o nosso povo, encarecendo a vida da maioria”, declarou Daviz Simango, num comício no domingo no distrito de Gúruè, província da Zambézia. As dívidas ocultas foram secretamente avalizadas pelo anterior Governo, antes de 2015, endividando o país em mais de dois mil milhões de dólares para projectos de protecção marítima considerados economicamente inviáveis. Daviz Simango criticou a qualidade das leis aprovadas pela Assembleia da República, historicamente dominada pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), considerando que têm sido desfavoráveis ao povo. “Aprovam leis que desfavorecem o povo, favorecendo um grupo da elite, em detrimento do povo que sofre dia após dia”, frisou o líder do MDM e autarca da Beira, província de Sofala. Se for eleito, Daviz Simango prometeu melhorar as condições de vida da população e dos funcionários públicos, em particular. “Assim que chegarmos ao poder, vamos melhorar os salários dos professores e enfermeiros”, frisou o líder do terceiro maior partido moçambicano. Moçambique vai a votos no dia 15 de Outubro deste ano, no que serão as sextas eleições gerais desde a introdução da primeira Constituição multipartidária, em 1990. Quatro candidatos concorrem às presidenciais, incluindo o atual chefe de Estado, Filipe Nyusi, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, o candidato do MDM e o candidato do partido extraparlamentar Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino. Para as legislativas e provinciais concorrem 26 formações políticas, mas a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, a Renamo e o MDM são os que têm maior pujança para aguentar a dura jornada de 45 dias de campanha eleitoral pelos 11 círculos eleitorais do extenso território nacional e o da diáspora. As eleições gerais de 15 de Outubro vão, pela primeira vez, escolher os governadores das 10 províncias do país, que sairão dos cabeças-de-lista dos partidos concorrentes. A eleição dos governadores provinciais é uma novidade que decorre da aprovação de um novo pacote de descentralização, no âmbito das negociações para o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo, assinado no dia 06 deste mês.

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