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Filho de Dhlakama ambiciona Ponta Vermelha a solo

Filho de Dhlakama ambiciona Ponta Vermelha a solo

Henriques Afonso Dhlakama, é filho do antigo presidente da Renamo, Afonso Dhlakama.Não tem histórico de vida política activa, no entanto, está decisivamente firme para concorrer às eleições presidenciais de 2024, como independente. Anota que a sua candidatura deve ser vista como uma nova esperança para os moçambicanos, num país que já desistiu de mudar. A assessoria de Ossufo Momade, Presidente da Renamo,considera Henriques Dhlakama de Agente do Serviço de Inteligência de Segurança do Estado (SISE) sem consciência.É mais uma aventura da dinastia dos Dhlakama!

 

Regressou ao país em 2012, chegado do exterior onde formou-se em contabilidade.Diz acompanhar desde cedo questões internas do país. Com uma carreira desta é natural que tenha se esquecido de que a politica é uma planta que tem de ser regada todos os dias.Mas tem até 2024 há todo um percurso que o faz soinhar alto.

Henriques Afonso Dhlakama anunciou sexta-feira passada querer disputar a Presidência da República, em 2024, numa altura em que a Renamo desenvolve acções de aglutinação de focos de divisão, desde que Ossufo Momade dirige o partido.

 

Respondendo ao ZAMBEZE, Dhlakama frisa que a sua candidatura dirige-se aos moçambicanos e, por isso deverá contar com o apoio dos mesmos. “Para o país e para os moçambicanos, é benéfico na medida em que é uma nova esperança num país que já desistiu de mudar”-assegura.

 

Dhlakama anota que a sua candidatura, como independente, deve ser interpretada “como nova esperança para os moçambicanos conhecerem profundas mudanças. A Renamo, teve largos meses para dar sinal de que está pronta a preparar-se para o desafio de 2024, no entanto, constata-se o inverso,mas a deterioração do clima político interno da estrutura”- considera Dhlakama

 

Precisamos de uma oposição que faz oposição

 

Henriques Dhlakama aponta que em qualquer democracia, a oposição deve fazer oposição. Essa oposição deve ser dinâmica e responsável e oferecer melhorias a propostas do partido no governoou propor alternativas viáveis, respeitando a sua ideologia e as bases, “o que não é o caso da Renamo”, argumenta Dhlakama.

 

“Não pode ser só uma estrutura decorativa, que se acomoda e é utilizada pelo governo para promoção da sua imagem pública”

 

Para Dhlakama nos moldes em que a Renamo opera a oposição deixa de ter razão para existir, pois deixa de representar as bases, “se um militante vota na Renamo é porque não quer votar na Frelimo. Quando a distinção já é difícil, é porque já não existe a oposição e, com isso, perde a democracia e perdem os cidadãos”.

 

Não devo pedir autorização a Renamo

 

Num outro desenvolvimento Dhlakama esclarece que concorre como independente, pois este é independente, e por isso não deve pedir autorização à Renamo, não estando inserido na estrutura da Renamo. A sua candidatura centra-se na vontade dos moçambicanos, que dirão nas urnas, em 2024, se o querem para seu Presidente da República.

 

Mesmo sem uma vida política activa diz-se preparado, pois conhece a realidade do país. Acrescenta que a oposição já teve 45 anos para mudar e se adaptar e se valorizar, de forma a ter sucesso e alcançar uma posição governativa.

 

“Se não teve sucesso, então a conclusão a tirar é que, caso eu não consiga, serei tão incompetente como eles, mas pelo menos tentei e não desisto. Estudei, acompanhei e planeei estrategicamente para atingir o objectivo final que é melhorar a vida dos moçambicanos e contribuir para o progresso do país, sendo Presidente da República de todos os moçambicanos”.

 

Henriques Dhakama – é agente do SISE sem consciência – Renamo

 

Reagindo a pretensão de Henriques Dhlakama, a assessoria do Presidente da Renamo, apesar de considera tratar-se de um jogo reaccionário dos serviços de espionagem típica da era colonial. “A Renamo, não só aceita como também incentiva os moçambicanos a usufruir dos direitos trazidos pela Renamo, materializados pela mudança constitucionais operadas pelo Acordo Geral de Paz (AGP), no entanto, é preciso que reconheça como frutos democráticos inegáveis da Renamo.

 

“Em momento algum OssufoMomade se rebelou, se indispôs com a pretensão de Dom Afonso Henriques. Tudo o que foi escrito que contrarie os pontos anteriores, são meros contos de fada e uma mal ensaiada estratégia de busca de visibilidade política por via da vitimização”, pode-se ler num documento enviado a nossa redacção.

A Renamo sublinha que Henriques Dhlakama, não é membro da Renamo, nunca militou na base, nunca participou em nenhuma campanha eleitoral e nunca deu apoio directo ao falecido pai durante as várias batalhas eleitorais em que foi candidato.Não sendo membro da Renamo, condição básica para representar o partido em qualquer fórum ou circunstância, a pretensão de querer ser candidato da Renamo devia iniciar primeiro em se inscrever como membro da organização.

 

“Qualquer membro da Renamo que queira ser candidato, é só apresentar essa pretensão formalmente e no momento certo, conforme rezam os Estatutos.Candidaturas apresentadas fora deste fórum são legítimas e as incentivamos, mas não podem ser encaradas como suficientes para despoletar “uma consulta aos membros da base (…). Se assim fosse a tal consulta deveria ter sido feita em relação a pretensão demonstrada por Mariano Nhongo antes das Eleições Gerais de 15 de Outubro de 2019”.

 

A Renamo,considera que Henriques Dhlakama como não tendo nenhuma ideia própria, não tem maturidade e é apenas um joguete de outros interesses obscuros ao interesse nacional e a coesão da Renamo. Lamenta Dhlakamaentrar na política sem saber sequer como funciona uma máquina eleitoral, sob risco de conceder facilidades ao regime no poder.

 

“Henriques Dhlakama está fazendo, sem consciência, o plano que seria do SISE. A um custo baixo, aliás, de forma gratuita, mahala, um puto ingénuo está fazendo o trabalho que a Frelimo poderia ter que pagar a um preço alto para conseguir. Em suma, sem saber, é o melhor agente da secreta do regime actualmente”.

 

Raul Domingos indica que enquanto a liderança da Renamo não prover capacidade de aglutinar as diferentes vozes do partido haverá tendência para sua fragmentação. Domingos argumenta a sua colocação tomando exemplo dos partidos que surgiram desta fraqueza, desde o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Partido para Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), O Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), e entre outros.

 

Para Raul Domingos, que não vê obstáculo na candidatura de Henriques Dhlakama, diz que as dissidências têm estado na causa do enfraquecimento da Renamo, sobretudo quando figuras importantes do partido ao público aludem que quem não se sentem satisfeitas, mas as pessoas  e são livres de criar seu próprio partido,

 

“Penso que não é disto que o país precis, estamos a procura de partidos pacíficos, uma alternativa ao poder desde a independência, no sentido de conduzir o país a um estado em que todos nos revemos”

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