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Montepuez Ruby Mining preocupada com garimpo ilegal

Montepuez Ruby Mining preocupada com garimpo ilegal

A Montepuez Ruby Mining, (MRM), mostrou-se bastante preocupada com os  sucessivos acidentes envolvendo mineradores ilegais que invadem as minas a sí concessionadas, à busca de pedras preciosas.

 Segundo os gestores da empresa, estas actividades tem dado um grande  prejuízo a mineradora, para além das constantes perdas de vidas humanas dos ilegais durante o processo de escavações clandestinas, sem o mínimo de segurança.

A MRM, indica ainda que, vários são os esforços realizados através de campanhas de sensibilização sobre o perigo do garimpo ilegal emitidas pela mineradora mas, infelizmente estas não são acatadas por todos.

De acordo com uma nota da mineradora, só nos últimos seis meses, pelo menos 20 pessoas, na sua maioria jovens, perderam a vida nas instalações da MRM, no decurso de operações artesanais de mineração, que muitas vezes têm culminado com o desabamento dos solos, deixando os garimpeiros presos no subsolo.

Para o Presidente do Conselho de Administração da MRM, Samora Machel Júnior, o garimpo ilegal é uma situação quase recorrente, não estando estancado por completo. Segundo ele, a MRM tem colaborado com as autoridades governamentais, através do Ministério do Interior, e deste modo, tem realizado  acções que visam sensibilizar as comunidades à volta da concessão da mineradora, para que entendam o impacto negativo que isso representa.

“Reconheço que o impacto da presença da MRM nas comunidades ainda não é bastante significativo, mas entendo que nada justifica o garimpo ilegal, uma vez que, gradualmente, a empresa está a desenvolver diversas acções de responsabilidade social dentro das comunidades e já existem alguns benefícios visíveis”, disse Machel.

Machel Junior disse ainda que,  “nós, como empresa, não somos contra o garimpo, desde que não seja ilegal. O garimpo organizado, transparente e com regras definidas é bom, porque traz benefícios não só para as comunidades como também para o país e é por esta via que tentamos sensibilizar as comunidades”.

Entretanto, a MRM acredita que os garimpeiros são explorados por sindicatos ilegais de contrabando de rubis, normalmente financiados por compradores estrangeiros, que pagam aos ilegais apenas uma fracção do valor real de mercado de rubis que são obtidos ilegalmente na mina e de outras fontes.

“A MRM continuará a fazer campanhas para aumentar a consciencialização nas comunidades locais, mas as acções perpetradas pelos mineradores ilegais ultrapassam as nossas capacidades, daí que pedimos o apoio do Governo para a solução deste problema, que tem causado enormes prejuízos à companhia”, concluiu Machel.

 

 

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