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Os prazos podem afundar as PME’s no contexto da Covid-19

Os prazos podem afundar as PME’s no contexto da Covid-19

O financiamento do banco nacional do investimento (BNI) para alavancar as pequenas e médias empresas que vêm sendo arrasadas pela pandemia da Covid-19 representa um balão de oxigénio a olhar pelos juros bonificados que o banco apresenta. No entanto, os prazos de reembolso estabelecidos podem representar um risco aos empresários. Quem assim o diz é o gestor do conselho empresarial da província de Gaza, Francisco Chemane, que afirma ainda que os empresários da província de Gaza têm se retraído ao financiamento por temer os compromissos.

Segundo Francisco Chemane, o comércio na província de Gaza ainda é demasiado fraco. Explica que muitas das pequenas e médias empresas enfrentam as dificuldades na documentação e uma das quais tem que ver com o fluxo de caixa, segurança social entre outras, ou seja, Chemane afirma categoricamente que para o futuro e ignoram certos processos o que de algum modo tem consequências quando buscam o financiamento nos bancos. “Os bancos têm exigências típicas quando um empresário busca acesso financiamento e são alguns aspectos que repelem nossos empresários” referiu.

Por exemplo, na província de Gaza, ainda de acordo com o gestor do conselho empresarial, são poucos os empresários que manifestavam interesse pelo financiamento dado que há um medo que paira. ”Vou levar o crédito e se não conseguir pagar como me viro?”, disse Chemane, afirmando que há um trabalho que vem sendo levado a cabo pelo CEP de modo a estimular os empresários a acederem ao crédito e salvar em suas empresas. Mas porquê o medo? Chemane explica que muitos pequenos empresários tem medo de ter o dinheiro porque a ideia assente é de que os créditos representam um nó para o seu património e não só e com a pandemia da covid-19 a situação ficou complicada para todos. “Estamos numa situação conturbada que ninguém sabe quando vai terminar e a ideia é: prefiro ficar sem dívidas do que me comprometer numa incerteza que não sabe ao certo sobre seu término” indicou, acrescentando que já foram submetidos cinco processos ao BNI. Chemane estima que 40 empresários de toda província poderão ter acesso a este financiamento e mesmo com as dificuldades apresentadas, o sector privado tudo faz para ajudar a sanar as mesmas. Ora vejamos, são duas linhas lançadas, nomeadamente na de investimento e tesouraria. Contudo, os nossos pequenos e médios empresários optam pela linha de tesouraria cujo acesso ao crédito é imediato.

(Leia mais na ed. 917 do JZambeze)

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