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Mariano Nhongo recusa entragar armas afirmando que a “democracia está ameaçada”

Mariano Nhongo recusa entragar armas afirmando que a “democracia está ameaçada”

O líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, assegurou que vai continuar a defender as armas na posse do partido, no âmbito do Acordo Geral de Paz (AGP), isto até haver um consenso com o Governo para renegociar um novo acordo de paz.

Mariano Nhongo defendeu esta posição no domingo, em teleconferência com apoiantes do grupo dissidente da Renamo, na província de Tete, onde diz manter algumas bases com guerrilheiros ativos.

“A [autoproclamada] Junta Militar surgiu para defender a democracia, os membros [da Renamo] e para conservar as armas, que é a defesa do partido” frisou Mariano Nhongo, interrompido várias vezes por aplausos da parte de um grupo de apoiantes reunido num quintal, supostamente de uma residência.

“O Governo disse ‘entreguem as armas’, outros nossos irmãos [ex-guerrilheiros] já entregaram as armas. Estão a brincar com a democracia. A Junta Militar não aceita isso”, defendeu Mariano Nhongo, que voltou a denunciar o cerco às suas bases, reforçado, diz, por forças estatais numa altura em que decorre a desmobilização.

O líder dissidente revelou que a maioria dos ex-guerrilheiros que passaram à disponibilidade, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) social, em Junho, nas bases de Savane (Dondo) e Mangomonhe (Chibabava), continua a passar noite nas matas por temer, indica, nova ameaça de sequestro e assassinato.

“A Junta Militar está a ver que a democracia continua ameaçada” insistiu Mariano Nhongo, reiterando a necessidade de o Governo cultivar a tolerância e, confiança para o alcance de uma paz definitiva.

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