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Frelimo criou ambiente para descentralização tornar-se nado-morto

Frelimo criou ambiente para descentralização tornar-se nado-morto

O espírito da descentralização na concepção do então líder da Renamo, Afonso Dhlakama, tinha em vista alargar o processo de desenvolvimento pela gestão plena do governo provincial, satisfazendo necessidades básicas dos moçambicanos, sublinha o porta-voz da Renamo, José Manteigas, em entrevista ao ZAMBEZE, reagindo aos instrumentos previstos para 10 de Agosto, devendo clarificar as atribuições, competências e funcionamento dos governadores e da figura de secretário de Estado, que foi imposta pela Frelimo. Para Manteigas, os instrumentos vêm descalçar a bota que aperta no terreno, na sequência da implementação da descentralização, que sobrepôs o interesse político-partidário ao interesse nacional, transformando o processo em nado-morto.

Para a Renamo, a criação dos possíveis instrumentos para clarear as competências dos governadores e secretários de Estado denuncia uma tentativa de descalçar a bota que está a apertar no terreno, já que os governadores se sentem compelidos pela figura do secretário de Estado, que faz questão de mostrar de forma legítima de que são superiores aos governadores.

Aliás, o porta-voz da perdiz, José Manteigas, sublinha que o país tem leis demais e exequível, considerando que a sua implementação efectiva traria o desenvolvimento que se almeja. No entanto, aponta, o desafio passa pela filosofia dos princípios de governação do partido Frelimo, baseada na corrupção, nepotismo e clientelismo.

Manteiga diz que a Frelimo criou condições para que implementação do projecto de descentralização fosse transformado em nado-morto, uma vez nunca ter acarinhado este processo desde altura de negociações com o então líder da Renamo, Afonso Dhlakama.

(Leia mais na edição nr: 916, do Jornal Zambeze)

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