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Sistema funerário está perto do colapso na África do Sul

Sistema funerário está perto do colapso na África do Sul

Aumento do número de mortes devido à pandemia da COVID-19,  dificulta que vítimas tenham um funeral digno. Funerárias dizem não ter capacidade para atender a todos os chamados, e cemitérios estão a ficar sem espaço.

A África do Sul é o país com o maior número de mortos e infetados pelo novo coronavírus no continente africano. São mais de 471 mil infeções e 7,2 mil mortes. O país caminha para um colapso no sistema funerário devido à pandemia

Em entrevista à DW África, George Dlodlo, gerente da funerária Phoenix, em Joanesburgo, disse que a situação o sector enfrenta uma crise sem precedentes no país.

“Não somos só nós que estamos sobrecarregados. Todas as outras agências funerárias estão. Os cemitérios estão na sua capacidade máxima. Por vezes chegamos lá e as covas ainda não estão abertas. Outras vezes, não há campas disponíveis. Todos estão subcarregados”, lamenta.

Às dificuldades logísticas junta-se aos atrasos no processamento dos documentos necessários à realização de um funeral. Em alguns casos, os documentos levam até duas semanas para serem liberados. A gerente funerária Mlandeli Madlala diz algumas empresas tiveram de se adaptar e fazer investimentos inesperados para atender a demanda na capital sul-africana.

“Devido à pressão e aos atrasos dos documentos para o funeral, decidimos acrescentar mais uma sala fria aqui na funerária. É um grande desafio”, salienta.

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