fbpx

Analistas moçambicanos discutem o “novo normal”

Analistas moçambicanos discutem o “novo normal”

Analistas moçambicanos têm opiniões diferentes sobre um eventual regresso à normalidade, numa altura em que os números de casos continua a aumentar, e o Governo apela aos moçambicanos para prepararem-se para um novo normal, ou seja para conviverem com vírus. 

O analista e advogado Baltazar Fael considera que findo este período, espera-se que Filipe Nyusi seja ponderado, não se deixando influenciar por opiniões que sugerem a adopção de novo estado de emergência.

“A questão das infecções que tem vindo a aumentar e por outro a precariedade da vida que aconteceu com as pessoas a perderem emprego, fecho de empresas e redução da produção, isto é que deve se ver para que o Chefe de Estado decida o que vai fazer,” diz Fael.

Para o médico e investigador Jorge Matine as medidas anteriormente adoptadas foram no sentido de preparar o sector de saúde a dar resposta à pandemia, não se sabendo qual é o grau de preparação.

“Agora o que se impõe como desafio é poder apresentar até que ponto o sistema de saúde está preparado para essa nova realidade, não vai estar a 100%, tendo em conta as patologias associadas à Covid-19,” disse Matine.

Nas últimas comunicações, Nyusi pediu aos moçambicanos para prepararem-se para conviver com “um novo normal”, tendo em conta que a pandemia está longe de fazer parte da história.

Adriano Nuvunga, director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento, diz que “não há uma compreensão do que significará este novo normal na sociedade moçambicana, tendo em conta as condições a que ela se encontra”.

Diz Nuvunga, que “o Estado moçambicano tem estado a continuar com uma política de avestruz, de esconder a cabeça ao problemas e deixar o rabo de fora, então nesse sentido é prematura pensar-se num novo normal”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *