Novo revés para DAG em Cabo Delgado

Novo revés para DAG em Cabo Delgado

Depois de perder um helicóptero Gazelle 341B, no início das suas operações militares em Cabo Delgado, a empresa militar privada Dyck Advisory Group (DAG) sofreu a 15 Junho um novo revés.

Um aparelho de vigilância BatHawk foi abatido na zona de Milangueleia, Cabo Delgado, pelos grupos armados activos na zona, segundo fontes militares. O piloto e o passageiro terão ficado feridos com gravidade.

O aparelho de pequena envergadura e fuselagem leve, fabricado pela Micro Aviation South Africa, é utilizado em missões de vigilância a baixa altitude e ainda em formação de pilotos, desportos aéreos e vigilância de parques naturais na África do Sul. Segundo fontes militares, está longe de ser o meio mais apropriado para operações em teatros de guerra.

Pouco depois do início do envolvimento da DAG em apoio aos militares moçambicanos, um dos helicópteros Gazelle utilizados foi atingido a 10 de Abril por armas ligeiras, efectuando aterragem forçada. A tripulação resgatada e o aparelho Gazelle 341B, adquirido no Reino Unido e equipado na Hungria (WA1987), foi destruído no local como medida de protecção.

Os resultados das operações da DAG têm sido limitados, e apesar da sua presença no terreno os grupos armados ocuparam Macomia entre 28-30 de Maio – seguindo-se a outras sedes de distrito como Quissanga, Mocímboa da Praia e Muidumbe . A DAG pretende reforçar os meios de combate aéreos empenhados em Cabo Delgado.

As células armadas activas na região qualificam agora como “territórios libertados” zonas que consideram sob seu controlo, sobretudo na região de Mocímboa da Praia. O controlo territorial segue um “modus operandi” comum em movimentos “jihadistas”, com implantação da lei islâmica (“sharia”), inspiradas no modelo do “califado” e arrecadação de receitas. Durante a última semana, registaram-se ataques em Quiterajo, distrito de Macomia, e em pelo menos 2 localidades próximas, com mais de 20 mortos civis.

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