Governo moçambicano vai realizar primeiro censo de mineração artesanal

Governo moçambicano vai realizar primeiro censo de mineração artesanal

O Governo moçambicano vai realizar o primeiro censo de mineradores artesanais no país para avaliar o seu contributo à economia nacional, disse esta sexta-feira à Lusa fonte do Instituto Nacional de Minas.
“A ideia é ter o número total de pessoas que fazem a mineração artesanal e ter a localização exacta dos locais de exploração, para melhorar a forma de trabalho destas pessoas”, disse Adriano Sênvano, director do Instituto Nacional de Minas (Inami).
O censo vai ser realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) em colaboração com o Instituto Nacional de Minas (Inami).
“Queremos avaliar também se todo este processo tem algum contributo no desenvolvimento socioeconómico”, sublinhou.
Além de reunir dados sobre os mineradores, com o censo de mineração artesanal, o Governo moçambicano pretende saber “que tipo de produto mineral é retirado, os métodos usados na exploração e se há observação de medidas que salvaguardem o ambiente”, explicou o director.
“Queremos explicar aos mineradores como devem fazer uma mineração sustentável, sensibilizar a criação de associações, entre outros pontos”, acrescentou Adriano Sênvano.
Segundo o Inami, o censo devia ser realizado este ano, mas devido à covid-19 o plano foi alterado, “pelo menos até que a situação esteja controlada”.
“Já temos todos os formulários para fazer o censo, só precisamos de algum material informático e esse é que ficou parado por conta da pandemia”, esclareceu.
A mineração ilegal em Moçambique tem estado a preocupar as autoridades e as empresas do sector, com registo frequente de óbitos devido a acidentes em minas, principalmente na província da Zambézia, centro de Moçambique.
Desde Novembro do ano passado, pelo menos 13 pessoas morreram devido à mineração artesanal ilegal naquela província do centro de Moçambique, de acordo com dados do Ministério do Recursos Minerais e Energia.

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