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Protagonismo em hora certa, precisa-se!

Protagonismo em hora certa, precisa-se!

Estou pensando em Deus, e estou pensando no amor, os homens fogem do amor e depois quando se esvaziam, no vazio se angustiam e duvidam de você, você chega perto deles mesmo assim ninguém tem fé. Belíssimo refrão em tempo de ressaca no país das maravilhas. E sem delongas vamos aos factos. Factualmente.
As Forças de Defesa e Segurança, representadas pelos respectivos ministros do Interior e da Defesa Nacional vieram a público dizer da sua justiça quanto ao combate ao terrorismo, vulgo insurgentes em Cabo Delgado.
Foi uma intervenção a todos os níveis aceitável e recomendável, uma vez que se trata de assumir um protagonismo saudável, perante um inimigo que, para além de oculto, vinha tirando proveito, nos últimos tempos, dos seus instrumentos de propaganda que uivavam forte e feio sobre a sua combatividade, perante um mutismo comprometedor das FDS, o que serviu de pretexto para engolirmos sapos vivos e mortos das mais díspares composições e tamanhos, fazendo alarde à sua bravura e a fragilidade da nossa rapaziada militar.
Em verdade, vezes sem conta, foram reportados relatos e divulgadas imagens a todo o terreno dos chamados insurgentes, respirando euforia e satisfação por mais uma alegada vitória sobre as FDS e invasão territorial de áreas jamais impensáveis. Durante este período, as redes sociais na sua qualidade de veículo propiciador dos factos e falsidades alimentavam conversas de esquinas e cafés quiçá ambientes familiares, trazendo à tona fragilidades dos nossos militares, ora vistos em debandada e refugiando-se algures nas matas e escapadelas em países limítrofes.
Do outro lado da barricada, ou seja do lado governamental, tudo acontecia como que por encanto. Ninguém tugia nem mugia, senão ouvir os porta-vozes a desdobrarem-se em dizer dos actos dos rebeldes ou o raio que os parta, sobre as suas incursões. Não falavam de captura, mortes, nem nada que se parecesse com valentia militar ou resposta à barbárie inimiga.
Face a isto, cresciam as fakenews. Cresciam as falsidades sobre o empenho das nossas hostes militares. Crescia a ideia de que o Estado havia sido capturado e os mais valentes já avançavam para uma ocupação gradual de Cabo Delgado.
Especulações e realidades que deixavam meio-mundo boquiaberto. De repente se fez luz. O Governo assumiu o seu lugar. O Estado se sobrepôs aos interesses. As elites militares sentiram o peso da vergonha e ocuparam o seu lugar. Os dois ministros deixaram os gabinetes, arregaçaram as mangas dos uniformes e disseram ao povo o que a este mais interessa.
Falaram da resposta musculada. Fizeram um resumo mensal de cadáveres dos terroristas. Evocaram a coragem dos militares. Gritaram a defesa da pátria e sobretudo prometeram combate cerrado aos terroristas. Era isto o que faltava. Apesar de não terem sido exibidos os cadáveres dos facínoras abatidos, fica a ideia de que não há apatia nos nossos soldados. Há resposta.
Respostas que trazem uma esperança do regresso à normalidade. Num país normal. Numa província que deu parto à Independência. Cabo Delgado, a terra prometida. O futuro económico de Moçambique. Que de forma alguma deve ser vilipendiado. As FDS são o braço do povo. Viva o povo. Viva às lideranças das FDS que acordaram de sono profundo!

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